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Poço
A consciência tem um cheiro inconfundível
Como cebolas cruas e hálito matinal
Mas uma mentira
Cheira ainda pior quando é dita por alguém quem não está acostumado a mentir
É como ovos podres e fezes de cavalo
-FU
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
O peso denso da mentira
Espremo as últimas lágrimas
Do conto fracassado
Saem, do peso denso da mentira
O caráter fraco quebra-se
Estilhaçam-se partes jamais antes vistas
Rasgam as pontas soltas
Abandonadas no lodo da existência
Seu olhar verde podre
Trespassa a tua boca comprada
Vomito a bilis
E descarrego a última página
De um capítulo que jamais saberemos
Se sequer existiu
Que esvai-se, com o peso denso da mentira
Silence
Listen to the silence in your heart
Listen to the silence, it's the start
From silence comer sounds
From sounds come words
From words come prayers
From prayers grows peace
In peace love grows
With love we heal
Our ancestors
Our children
And our souls
- Maneesh de Moor -
Wait, I haven't finished yet
That I've kept in my heart
Stay, stay with me darling
Just a little longer
So we can work out what this is
We are mirrors reflecting the colours and lessons
That are easy to bury
And just walk away with the shame
That before I met you, that I manifest you
And fall deep in love with your soul
That cleanse our great spirit
And wash away all that is old
From so long ago
You carry the sunshine and dance in the rain
You make friends into lovers
And run with the wolves far away
An endearing endeavour
We never said never
Don't wait on the weather to change
We spent too long pretending
Now the story is ending
A new moon is guiding our way
We'll plant seeds in the garden
Now the journey is starting
Let the wind blow us into our fate
The roads that are winding and secrets we're finding
The same kind, worlds collide
The magic and thunder
The dance and the wonder
This forever journey
How you come to learn me
It's our time to make a fire
A child and the laughter
Open the new chapter with you
Há mar, amor?
Há mar, amor?
O gosto do suor
e da lágrima que antes mesmo de ser derramada
enche de mar a boca
Parece que toda água do corpo é salgada
- Nem toda! A saliva, por exemplo, é doce!
Talvez haja uma sabedoria divina regendo os sabores da pele...
Fossem os beijos salgados, seria estéril o amor?
Mas Afrodite, deusa do amor, nasceu do mar.
É possível que exista uma relação entre amor e sal
Algo que ainda não compreendo
mas percebo que toda vez que o gosto salgado da pele amada
invade o território da língua
Certo gosto de sal, às vezes, parece doce
E agora pergunto: há mar, amor?
Jennifer Perroni
A boca da miséria
Entupida de medos
Colada nas crenças estúpidas da dualidade
Ela cava a sua própria intenção
Se enchendo de dias passados
ao vento
ao sol
e à chuva
E de infinitas possibilidades
da criação de algo maior do que ela mesma.
Se ao menos tivesse
Coragem.
Tragava o coração
e vomitava flores.
As nossas mãos enrrugadas entrelaçadas
Miragem?
Outra vida?
Imaginação?
Caminhos
paralelos
que
se
perdem
no
vazio
.
.
.
Estéril
Gratidão pelo teu silêncio
Compreendi o teu propósito
Desprendi-me dos nós mentais
Apaziguei o corpo
Desliguei-me das memórias
pontas soltas
Sinto o teu abraço
Infinito
Eu não sei o que fazer.
Como render
Como agir
Como seguir
A quem servir
O que escolher
Parece um beco sem saída
Com infinitas possibilidades de partida
Caminho
Escrever livre já não me chega.
Andar livre já não chega.
Que o caminho
E as portas que se abrem
Se encham de luz
Que sejam as portas do coração.
Que se encham de Luz
Para continuares a tua caminhada sem fim.
Pois é no caminho que estamos
É no caminho que continuamos
A ver
A sentir
A ouvir
A saborear
A cheirar
Ficam as amizades
O bom, o Belo e o invulgar.
Encontrei o meu caminho. No caminho.
O caminho do coração.
Continua a escrever
Este é o caminho.
A Voz do Eu profundo
Um sussurro assertivo e profundamente seguro.
De tal forma que é capaz de abrir o nosso olhar para outras possibilidades:
As nossas!
As possibilidades que nos servem nas pernas e nos pés da Alma,
Para caminharmos rumo à verdade.
- S. A.
By Igor Gadioli
“HELLINGER: Nos livros de Carlos Castañeda sobre o xamã Dom Juan, existe uma passagem maravilhosa sobre os inimigos do saber. O primeiro inimigo do saber é o medo. Quem supera o medo obtém clareza, e a clareza torna-se o próximo inimigo. Quem supera também a clareza obtém poder, e aí o poder torna-se o próximo inimigo. Quem supera também o poder está quase atingindo o alvo, e então vem o inimigo mais difícil de vencer, que é a necessidade de descanso. Este inimigo jamais se deixa superar (…)”
Bert Hellinger, em Ordens do Amor (p.188) - Ed. Cultrix, 12a edição
Orquídea
Às vezes já está tudo lá no sitio, já desenvolvemos todo o potencial que está à espera de se expressar. É só fazer uns ajustes.... permitir desbloquear um ou outro lugar... E tudo floresce!
- F. G.
Mantras de uma peregrina no caminho
Aqui e agora é o momento certo.
Estou exatamente aonde devo estar.
Já cheguei. Já cheguei. Já cheguei.
- F.G.
Escreve
Escreve, escreve, escreve
Havia uma Flor!
Havia uma flor!
Nem eu sabia
onde é que a flor havia
mas tanto fazia.
Nem a flor sabia
que existia.
Em qualquer sítio, sem saber, floria…
Manuel António Pina
Escreve, Escreve, Escreve
Escreve, escreve, escreve
Até todo o lixo sair…
Escreve, escreve, escreve
Até o ego deixar de interferir.
Escreve
Sem medo de ser feliz.
Escreve, escreve, escreve!
Depois sim,
Corta tudo que não se diz.
Depois sim,
Corta tudo que não te faz feliz.
Depois sim,
Transforma a sua mensagem
Num texto que interessa
Para quem faz parte da sua viagem.
Notas Conclusivas
Clamo por um valor único, produto de todos os valores apreendidos constantemente durante a vivência – independentemente da altura, pois “a ordem dos fatores não altera o produto” –, que influencia diretamente cada ínfima situação ou tomada de decisão consoante o contexto próprio e único que se insere.
O valor único, a essência do Ser, a liberdade, podem ser conseguidos facilmente se aliarmos a reflexão ao instinto - porque promovem-nos a sensação de liberdade, porque dispomos da consciência sobre aquilo que estamos fazendo e os motivos que nos levam a tal - e se aliarmos a apreciação à emoção, concedendo-nos, assim, o domínio sobre as consequências da decisão e a dimensão da proporção.
Por fim, ideologias divergentes podem encontrar ponto de convergência embora permaneçam bem distintas quanto às suas finalidades últimas, de que dependem apenas da expressão essencial e verdadeira do próprio Ser.
Consciência
Entre o branco e o preto, pode existir o cinzento; entre o dia e a noite, há o crepúsculo.
No entanto, nem o cinza nem o crepúsculo reduzem as diferenças.
Autor Esquecido
Hoje é o Dia do Estado de Minas Gerais (Lei Estadual 7.561, de 19/08/1979).
Eu gosto de comunicar
Eu gosto de comunicar.
Eu gosto de simplificar ideias complexas
Juntar as peças sem nexo
E de dar corpo a ideias simples
Eu gosto de tornar palpável ideias abstratas
Mas também de levar o pragmatismo a dar uma volta na lua.
Eu gosto de ver você voar e ser quem puxa o balão de volta à terra.
Eu gosto de trazer você para o monstro digital.
Quer queira quer não
É uma conexão fenomenal.
Eu gosto do que faço e como faço.




