Destino

O que deixa ir
Libertará
O que arquitetar
Receberá

O dom pensante
Doravante
Do destino
Fugirá!

Luz

Bailarina adormecida
Procurou nao encontrou sua saída
E agora a meditar
Sob o briliho do sol ou do luar
Aqui esta ela a proclamar

Onde está?
A partida
Esta lá
Bela, em todo lugar
Cheiro de flor
Sol a nascer
Isto é viver

E os passarinhos cantam
E a noite é dia
E o preto é branco
E a lua é o reflexo do sol
E o sol que brilha
Ofusca

E a imensa sombra...
E a copa da árvore...

Matutando

A real palavra
Para escrever pensando
É vagueando
Pois quando estás
Deveras pensando
Meditando

Paz


Acordada, pensamento no bem querer...
No bem que me quer
No bem que faz bem
No bem que eu quero
Só porque quero...

Acordei querendo...
Querendo inventar o teu todo
Imaginando...
Cada infindo todo das ínfimas partes
Querendo amansar-te apenas

Quero-te!

Quero devorar-te, amizade
No chá da tarde
Açúcar e canela
E a chuva na janela

Quero desenhar os limites
Da arte possessa
Fobia funesta

Quero rir-te
Total relaxada

Quero amar-te
Quer amar-me

Quero seu olhar
Constante
Suplicante de suavidade
De ponta a ponta a eternidade

Quero assim
Enfim, sei bem o que quero
Entornar paz serena
Afogar o desejo de ter
No rio verdadeiro
Verdadeiro bem querer
Suspira, paciente
A paz anônima do nosso ser

Cor

O amor tem valor
Desvalorizada é a palavra, coitada
Poucos são os que acreditam nela...
Incomparáveis os que dão cor a ela!

Um fio liga outro

Penso que penso
Penso em saber
Já pela terceira vez
Perdi o fio da meada
Pra dizer...
Que perdi o fio da meada!
Pensando...
Esquecendo de escrever
O que tinha pra dizer
Mas já é a quarta vez
Que lembrei de esquecer...
Que perdi o fio da meada!

Harmony

War and peace
Chaos is around here
There's no place for your idea
To dream is idealist
Claim won´t change
War and peace...

They say
There's no way
But it is like it is
Because we think like this!

Power is an end it self
What matter is the rational choice
Choose...
Keep the peace inside your borders
You're not safe from offensive orders
Reconcile for our benefit
We can't run from insecurity

Who guarantees?
Surviving indeed!
Vassals concession...
Surviving, survivors
We've renounced
Usurped inception!

All against all
Is that your perception?
Where is the connection?
We think in a make-believe world
Lying on false hopes
Dismissing the true growth

Who knows?
How truth flows...
Sovereignty
Is body and soul harmony
Someone said to me
It develops energy

Besta Quadrada


Como se já não bastasse...
Como se fome passasse...


Boi desenfreado
Cego 
Segue
Delinquente
Sem fim aparente

Como se ninguém ligasse...
Como se alguém adivinhasse...

Boi deslinguado
Surdo
Segue
Atroz
Sem dó!
A porteira...
Vira pó!

Como se... já não bastasse...
O berrante, Seu Moço... Tocasse!

Sorte


Sente...
Sente
Presente
Ama
Aquece
Amadurece
Sente
Simplesmente!

Esse palpitar de coração
Que anda na contra-mão
E se perde em devaneio...

O livro que não li
Podia ter mudado o curso
A alma do rio
Que corre na inércia
Do pensamento sem fim

É lá que encontro a sorte
Pensando rumo ao norte

Ricinus Botulinum

Perfume Barato
Perfume Barato
Perfume Barato

Perfume...
Barato!!!

Desconsolo


Tinha acabado de decidir
Ir buscar minha inspiração
Tarde demais
Pensei demais
Fumei demais
Fiquei sem um vintém
Fiquei sem aquele
Que me faz bem...

Faz bem ou mal?
Não sei
Onde anda
O sentido original...
Ali quem vira
Entre a lua
Palavras cruas
Sussurradas
Gritos de socorro
Fumados
Entre águas
Quebradas
Refúgio desesperado
À espera que o dia amanheça
Cobertos os olhos
Para que logo anoiteça

Se o teu dia é a noite
Vem a lua te iluminar
E a flor-de-liz
Te fazer feliz!
Se a lua é teu sol
És tu próprio teu farol
Dono do destino
Sois Capitão fidedigno
Pois um simples navegante
Segue a remar...
Tu, Capitão,
Nadas além mar!

Vira o dia
Saúdam-te os teus
Cantando-te
Cantos de pranto
Invejando
A sorte que Deus não lhes deu
O poder de escolher
Ser livre
E querer ser

Desculpe os versos meus
Que agora também são teus
Tantos versos escrevi à causa tua
À consequência do luar
A coragem veio me chamar
De todas as formas
Possíveis e impossíveis!
O desafio se assentou
A consciência me chamou

Desculpe se venho e vou
Sem querer
No limite do silêncio
Sou leal
Sem tu saber
Desculpe
Nem tentar te conquistar
Pois p’ra ti não sou ninguém...
Pois p’ra ti não sou ninguém...

E é assim, inspiração,
Não acredites no que digo
Tens nada à mão
Casada comigo mesma
Atingi libertação
Independente...
Do teu pedaço de carvão
Independente...
Da tua palavra
Nua, escancarada,
Morta, esquartejada

Pensava eu?
Teu lapso de loucura
Cair como uma luva?
O tiro de esperança
Acertou no ar
Distante...
Cabeça no vento
Distante...
Corpo no acalento

Caiu por terra
Poder te comparar
"Amar é a eterna inocência
E a única inocência não pensar..."
Jaz no vale do momento
Teus pés no firmamento
Atravessados a vagabundar

Chegaste ao fundo do poço, moço
Tudo que resta
É uma casa abandonada
Enfurnada em arvoredos
À chuva
Beirando o cemitério
Arrimada
Sob uma árvore
Velha, liquenada
Vômito abrupto
Desconsolado
Bafo corrupto!
Fogem lágrimas de ópio...
Bebi da tua última gota de amor-próprio!

O dia amanheceu
E os passarinhos não cantaram...


Mudanças

As coisas mudam mas o que escrevemos fica, para eterno equívoco de quem lê.

Francisco Seixas da Costa

Primavera

A PRIMAVERA CHEGOU MAIS CEDO EM COIMBRA...


Limite

Limite vertical
Linha horizontal
Questão institucional
Ou melhor, verbal
Que viagem
Sacanagem?

Fidedigno

Há sempre outro. Há sempre outro dia para recomeçar. Há sempre outro caso pra contar. Há sempre outro motivo pra rir ou chorar. Há sempre outro ego pra pensar. Há sempre outro alguém pra irritar. E há sempre outro tolo pra balbuciar e sempre haverá.

Recurso

O dia chegou
O professor perguntou
Eu não quis responder
Que posso fazer?
Tantas chances eram
Eram procastinação...
Estudamos avante
Que outros exames virão!

Lar

Um homem morre e é enterrado, e as suas palavras e ações são esquecidas, mas os alimentos que ingerem habitam depois dele nos ossos sãos ou carcomidos dos seus filhos.

George Orwell

Tempo

Alegria recatada
Cai e corre
Corre e cai
Semeia ideias
E se vai...

Acentos

Hoje e domingo pe de cachimbo
Noticias nem um pingo
Escrevo nesta joça
Tecnologia embutida
Apaga desliga
Onde eu fui me meter?
Quedê as maquinas de escrever!

Barrista

Queria ser descomplicada
Mas sou mulher
Menina tradicional
É normal
Tento parecer original

Queria ser desinibida
Mas sou mulher machista
Fico confusa
Se tomo atitude
Se sou submissa

Queria ser perfeita
Pra você, meu bem querer
Mas me perco no meu ser
Entre quem sou
E o que queria ter

Sem Inspiração

Sem definição

Pequenas coisas
Imponderáveis e breves
Vindas de surpresa
Tais coisas leves
Sem definição
Tão directal à aluna
Tão abrangentes
Tão relevantes
E na sua amplitude
Desconcertantes

- Linda Poetisa, Autora de um Livro de Poesias magnífico encontrado em um hotel na Batalha

Flor

Sem pudor

Ensaio


De aparências dissimuladas e furtivas
Sorrir não nos torna mais simpáticos
Fantástica quimera...
Intrépida bagatela!

Cortesia

Silêncios que provocam
Antes que ideais iguais
Que sufocam
Amor pelo perigo
Calor bandido

Apaixono-me perdidamente
Pelas complexidades da vida
Quão mais profundo afinco
Maior será compreensão
De particularidades sem nexo
Se encontramos elo de ligação

O ponto de viragem
O jogo virou
Pra quem nunca amou
Entretidos a existir
Fiados em esperança
Esquecidos de evoluir

Desmantelados em agonia
Que se lixe a cortesia
A compassividade
A estrutura da felicidade
Que se lixe a rima
A responsabilidade
A compreensão

Subsistimos numa abstração
De sonhos ou realidade
Achamo-nos independentes
Sem saber
Se saberemos a verdade

Feito seres de papel
Rosto fiel
A máscara que cai
Tudo flui
Corpo desvai
É tanto
É nada
É momento
Como vento
Em tudo está
Em nada fica
Fatal

Novembro



Melodias soam escondidas
Manhã de Novembro acalentada
Vem se iluminar...
É o Rei Sol a despertar!

2011

Efêmera

Dança das Palavras

Proceder

Sim, sou Gisela e sou assim...
Meio Hasparuska, meio Mirandinha...
Sobretudo, Gisela, guerreira de fé
Adoro andar a pé
Andar
Porque correr é que nem escrever
A gente só faz quando não pode mais

Corro atrás dos Porques
Mas só encontro sinais
Tantos sinais...
Tantos sinais...

Ora, nem mais
Tento escrever,
me auto-conhecer.
Conclusões?
Apenas senões

Vivo na angústia
Queria aprender
O simples da vida
Voar, viajar
Não mais vaguear
Mas estou aqui
Vagueando, varzeando

Sou e não o sou
Sou o que pratico
Não o que penso
O que eu penso ninguém sabe
Pensar e escrever
Não alteram o proceder

Desistir


Não pensar em evoluir
Ser vivo e não sorrir
Não saber pra onde ir
Ser uma flor e não se abrir
Errar e não admitir
Ver injustiça e não agir
Apreciar e não aplaudir
Ter que bulir e ir dormir
Ter um amor e não colorir
Fugir


Resistência

O choque não foi suficiente
Coração carente
Continua
Embate a mente

Flor de Portugal




Quando o dia virar noite
Zombaremos do açoite
Quando apertar a saudade
Rir-nos-emos da eternidade
Quando ela cantar
Quero lhe dançar
Doce flor
Sorriso leal
Flor de Portugal

Quem dança seus bens alcança
Danças pra mãe natureza
A sua eterna graça
Sua bela delicadeza
Danças a serviço de Rá
Com os pés na terra o rio límpido vem banhar
Vem buscar
Vem buscar alegria
Vem buscar paz
Essa é a nossa função
Refluir o bom e o belo em retribuição
Falas de dança, porque queres dançar
Ao fruto da vida que se renovará
E encontrará
Um outro corpo pra dançar

Mas somos todos filhos da sociedade
A mente paira sobre o imenso mar
Navegando na infinitude
Como se não houvesse nada pra pensar...
Dormentes na noite celeste
Somos todos filhos da guerra
Insolentes no mato agreste
Pois ainda o pássaro-sol
Refugia-se na abóboda celeste

Horizonte já claria
Cândida melodia
Doce suavidade
Que felicidade!
O sol voltou
A flor desabrochou
O beija-flor veio e a levou
Onde eu estou?

(Um sopro de vento
Para os anjos a vida é um instante
Um momento
Sem nome sem tempo
Que nos toca a face
Como o beija-flor
Que vem beijar a flor
Tênue, sem tento
Da cor da ilusão)

Submersos no olho da obscuridão
Quem saberia o que é a claridade
Se não houvesse a escuridão
Quem entenderia São Jorge matando o dragão
A dor dos cães uivando solidão
Institua população
Somos todos filhos da Nação
Da caverna de Platão

A temática desta problemática
Ecoa suavemente
Entre os confins da mente
Joana...
Joana...
Antecipas desconfiadamente
O que os olhos não veêm o coração não sente
Estamos ligados
Instante de sensação
Apelo à memória e à imaginação
Míseros versos
Trabalho dos dedos da mão
Ah! Se pudéssemos...
Sentir com a mente
Pensar com o coração!

Poetisa

Poetiza
Em seus versos cristaliza
O poder da criação

Poetisa
Inconstante
Escrever é fuga sã constante

Poetiza!
Poetisa...

Ó grande serias!
Se imaginasses o inimaginável
O intangível o imperceptível
Ó grande serias!
Se alcançasses o alto do eucalipal

Triste bailarina
Pobre é teu coração
Carente
Virtude da solidão

Letroca

what  reality is   people  fantasy is  they but  want need what