Sem pudor
Ensaio
De aparências dissimuladas e furtivas
Sorrir não nos torna mais simpáticos
Fantástica quimera...
Intrépida bagatela!
Cortesia
Silêncios que provocam
Antes que ideais iguais
Que sufocam
Amor pelo perigo
Calor bandido
Apaixono-me perdidamente
Pelas complexidades da vida
Quão mais profundo afinco
Maior será compreensão
De particularidades sem nexo
Se encontramos elo de ligação
O ponto de viragem
O jogo virou
Pra quem nunca amou
Entretidos a existir
Fiados em esperança
Esquecidos de evoluir
Desmantelados em agonia
Que se lixe a cortesia
A compassividade
A estrutura da felicidade
Que se lixe a rima
A responsabilidade
A compreensão
Subsistimos numa abstração
De sonhos ou realidade
Achamo-nos independentes
Sem saber
Se saberemos a verdade
Feito seres de papel
Rosto fiel
A máscara que cai
Tudo flui
Corpo desvai
É tanto
É nada
É momento
Como vento
Em tudo está
Em nada fica
Fatal
Novembro
Proceder
Sim, sou Gisela e sou assim...
Meio Hasparuska, meio Mirandinha...
Sobretudo, Gisela, guerreira de fé
Adoro andar a pé
Andar
Porque correr é que nem escrever
A gente só faz quando não pode mais
Corro atrás dos Porques
Mas só encontro sinais
Tantos sinais...
Tantos sinais...
Ora, nem mais
Tento escrever,
me auto-conhecer.
Conclusões?
Apenas senões
Vivo na angústia
Queria aprender
O simples da vida
Voar, viajar
Não mais vaguear
Mas estou aqui
Vagueando, varzeando
Sou e não o sou
Sou o que pratico
Não o que penso
O que eu penso ninguém sabe
Pensar e escrever
Não alteram o proceder





