Flor

Sem pudor

Ensaio


De aparências dissimuladas e furtivas
Sorrir não nos torna mais simpáticos
Fantástica quimera...
Intrépida bagatela!

Cortesia

Silêncios que provocam
Antes que ideais iguais
Que sufocam
Amor pelo perigo
Calor bandido

Apaixono-me perdidamente
Pelas complexidades da vida
Quão mais profundo afinco
Maior será compreensão
De particularidades sem nexo
Se encontramos elo de ligação

O ponto de viragem
O jogo virou
Pra quem nunca amou
Entretidos a existir
Fiados em esperança
Esquecidos de evoluir

Desmantelados em agonia
Que se lixe a cortesia
A compassividade
A estrutura da felicidade
Que se lixe a rima
A responsabilidade
A compreensão

Subsistimos numa abstração
De sonhos ou realidade
Achamo-nos independentes
Sem saber
Se saberemos a verdade

Feito seres de papel
Rosto fiel
A máscara que cai
Tudo flui
Corpo desvai
É tanto
É nada
É momento
Como vento
Em tudo está
Em nada fica
Fatal

Novembro



Melodias soam escondidas
Manhã de Novembro acalentada
Vem se iluminar...
É o Rei Sol a despertar!

2011

Efêmera

Dança das Palavras

Proceder

Sim, sou Gisela e sou assim...
Meio Hasparuska, meio Mirandinha...
Sobretudo, Gisela, guerreira de fé
Adoro andar a pé
Andar
Porque correr é que nem escrever
A gente só faz quando não pode mais

Corro atrás dos Porques
Mas só encontro sinais
Tantos sinais...
Tantos sinais...

Ora, nem mais
Tento escrever,
me auto-conhecer.
Conclusões?
Apenas senões

Vivo na angústia
Queria aprender
O simples da vida
Voar, viajar
Não mais vaguear
Mas estou aqui
Vagueando, varzeando

Sou e não o sou
Sou o que pratico
Não o que penso
O que eu penso ninguém sabe
Pensar e escrever
Não alteram o proceder