Wait, I haven't finished yet


I'm starting to write down the wordsThat I've kept in my heartStay, stay with me darlingJust a little longerSo we can work out what this is
'Cause I and you, we are the sameWe are mirrors reflecting the colours and lessonsThat are easy to buryAnd just walk away with the shame
But I should have knownThat before I met you, that I manifest youAnd fall deep in love with your soul
A-HO to the waters that flowThat cleanse our great spiritAnd wash away all that is oldFrom so long ago
You rise, rise like wild flowersYou carry the sunshine and dance in the rainYou make friends into loversAnd run with the wolves far away
What a wonderful playAn endearing endeavourWe never said neverDon't wait on the weather to change
Be brave, never mind what they sayWe spent too long pretendingNow the story is endingA new moon is guiding our way
Sail to Santa FéWe'll plant seeds in the gardenNow the journey is startingLet the wind blow us into our fate
The train ride, the high tideThe roads that are winding and secrets we're findingThe same kind, worlds collideThe magic and thunderThe dance and the wonder
Awake mind, hands bindThis forever journeyHow you come to learn meIt's our time to make a fireA child and the laughterOpen the new chapter with you

S. Garrett

Misteoriosa Atração



Quem ama

Cuida

Há mar, amor?

 Há mar, amor?

O gosto do suor
e da lágrima que antes mesmo de ser derramada
enche de mar a boca
Parece que toda água do corpo é salgada

- Nem toda! A saliva, por exemplo, é doce!

Talvez haja uma sabedoria divina regendo os sabores da pele...

Fossem os beijos salgados, seria estéril o amor?
Mas Afrodite, deusa do amor, nasceu do mar.
É possível que exista uma relação entre amor e sal

Algo que ainda não compreendo
mas percebo que toda vez que o gosto salgado da pele amada
invade o território da língua

Certo gosto de sal, às vezes, parece doce

E agora pergunto: há mar, amor?


Jennifer Perroni


A boca da miséria

Entupida de medos

Colada nas crenças estúpidas da dualidade

Ela cava a sua própria intenção

Se enchendo de dias passados

ao vento

ao sol

e à chuva

E de infinitas possibilidades

da criação de algo maior do que ela mesma.


Se ao menos tivesse

Coragem.


Tragava o coração

e vomitava flores.

As nossas mãos enrrugadas entrelaçadas

Miragem?

Outra vida?

Imaginação?


Caminhos

paralelos

que

se

perdem

no

vazio

.

.

.

Estéril

Tanto esforço em vão
toda e qualquer tentativa em vão
não há ação

nem direção
não há provocação
que ative
uma não intenção

já cavaste o chão profundo
já deste cabo das ferramentas
já sufocaste no buraco apertado da miséria

Esse minério não compensa as despesas de exploração

Estou a mudar de profissão...

Gratidão pelo teu silêncio

Compreendi o teu propósito
Desprendi-me dos nós mentais
Apaziguei o corpo
Desliguei-me das memórias