Barrista

Queria ser descomplicada
Mas sou mulher
Menina tradicional
É normal
Tento parecer original

Queria ser desinibida
Mas sou mulher machista
Fico confusa
Se tomo atitude
Se sou submissa

Queria ser perfeita
Pra você, meu bem querer
Mas me perco no meu ser
Entre quem sou
E o que queria ter

Sem Inspiração

Sem definição

Pequenas coisas
Imponderáveis e breves
Vindas de surpresa
Tais coisas leves
Sem definição
Tão directal à aluna
Tão abrangentes
Tão relevantes
E na sua amplitude
Desconcertantes

- Linda Poetisa, Autora de um Livro de Poesias magnífico encontrado em um hotel na Batalha

Flor

Sem pudor

Ensaio


De aparências dissimuladas e furtivas
Sorrir não nos torna mais simpáticos
Fantástica quimera...
Intrépida bagatela!

Cortesia

Silêncios que provocam
Antes que ideais iguais
Que sufocam
Amor pelo perigo
Calor bandido

Apaixono-me perdidamente
Pelas complexidades da vida
Quão mais profundo afinco
Maior será compreensão
De particularidades sem nexo
Se encontramos elo de ligação

O ponto de viragem
O jogo virou
Pra quem nunca amou
Entretidos a existir
Fiados em esperança
Esquecidos de evoluir

Desmantelados em agonia
Que se lixe a cortesia
A compassividade
A estrutura da felicidade
Que se lixe a rima
A responsabilidade
A compreensão

Subsistimos numa abstração
De sonhos ou realidade
Achamo-nos independentes
Sem saber
Se saberemos a verdade

Feito seres de papel
Rosto fiel
A máscara que cai
Tudo flui
Corpo desvai
É tanto
É nada
É momento
Como vento
Em tudo está
Em nada fica
Fatal

Novembro



Melodias soam escondidas
Manhã de Novembro acalentada
Vem se iluminar...
É o Rei Sol a despertar!

2011

Efêmera

Dança das Palavras

Proceder

Sim, sou Gisela e sou assim...
Meio Hasparuska, meio Mirandinha...
Sobretudo, Gisela, guerreira de fé
Adoro andar a pé
Andar
Porque correr é que nem escrever
A gente só faz quando não pode mais

Corro atrás dos Porques
Mas só encontro sinais
Tantos sinais...
Tantos sinais...

Ora, nem mais
Tento escrever,
me auto-conhecer.
Conclusões?
Apenas senões

Vivo na angústia
Queria aprender
O simples da vida
Voar, viajar
Não mais vaguear
Mas estou aqui
Vagueando, varzeando

Sou e não o sou
Sou o que pratico
Não o que penso
O que eu penso ninguém sabe
Pensar e escrever
Não alteram o proceder

Desistir


Não pensar em evoluir
Ser vivo e não sorrir
Não saber pra onde ir
Ser uma flor e não se abrir
Errar e não admitir
Ver injustiça e não agir
Apreciar e não aplaudir
Ter que bulir e ir dormir
Ter um amor e não colorir
Fugir


Resistência

O choque não foi suficiente
Coração carente
Continua
Embate a mente

Flor de Portugal




Quando o dia virar noite
Zombaremos do açoite
Quando apertar a saudade
Rir-nos-emos da eternidade
Quando ela cantar
Quero lhe dançar
Doce flor
Sorriso leal
Flor de Portugal

Quem dança seus bens alcança
Danças pra mãe natureza
A sua eterna graça
Sua bela delicadeza
Danças a serviço de Rá
Com os pés na terra o rio límpido vem banhar
Vem buscar
Vem buscar alegria
Vem buscar paz
Essa é a nossa função
Refluir o bom e o belo em retribuição
Falas de dança, porque queres dançar
Ao fruto da vida que se renovará
E encontrará
Um outro corpo pra dançar

Mas somos todos filhos da sociedade
A mente paira sobre o imenso mar
Navegando na infinitude
Como se não houvesse nada pra pensar...
Dormentes na noite celeste
Somos todos filhos da guerra
Insolentes no mato agreste
Pois ainda o pássaro-sol
Refugia-se na abóboda celeste

Horizonte já claria
Cândida melodia
Doce suavidade
Que felicidade!
O sol voltou
A flor desabrochou
O beija-flor veio e a levou
Onde eu estou?

(Um sopro de vento
Para os anjos a vida é um instante
Um momento
Sem nome sem tempo
Que nos toca a face
Como o beija-flor
Que vem beijar a flor
Tênue, sem tento
Da cor da ilusão)

Submersos no olho da obscuridão
Quem saberia o que é a claridade
Se não houvesse a escuridão
Quem entenderia São Jorge matando o dragão
A dor dos cães uivando solidão
Institua população
Somos todos filhos da Nação
Da caverna de Platão

A temática desta problemática
Ecoa suavemente
Entre os confins da mente
Joana...
Joana...
Antecipas desconfiadamente
O que os olhos não veêm o coração não sente
Estamos ligados
Instante de sensação
Apelo à memória e à imaginação
Míseros versos
Trabalho dos dedos da mão
Ah! Se pudéssemos...
Sentir com a mente
Pensar com o coração!

Poetisa

Poetiza
Em seus versos cristaliza
O poder da criação

Poetisa
Inconstante
Escrever é fuga sã constante

Poetiza!
Poetisa...

Ó grande serias!
Se imaginasses o inimaginável
O intangível o imperceptível
Ó grande serias!
Se alcançasses o alto do eucalipal

Triste bailarina
Pobre é teu coração
Carente
Virtude da solidão

Letroca

what  reality is   people  fantasy is  they but  want need what