Banho

Queria esfregar-me 

E que saíssem

Todas e qualquer

Partículas tuas


A tua voz

A tua violência

A tua estupidez

A tua burridade

A tua sujidade


Queria morrer

Para não te ver


Mas a estúpida fui eu


Tu deste-me o poder de decidir

E eu acreditei

Não uma

Mas tantas vezes


Ah.

Se arrependimento matasse

Tornava a minha dor

Mais fácil



Monte de Estrume

 Nunca acordaste a horas

Deste-lhe o pequeno-almoço 5 vezes ou menos em 5 anos

Levaste-o à escola sem ser em cima do meu lombo meia dúzia de vezes. (De autocarro e de bicicleta). 

Saiste de casa e tiveste a marimbar-te se o teu filho comia ou não por 2 meses.

Tás a marimbar-te para a educação dele, para a evolução.

E vem cheio de razão, com razão,

Mas como se eu fosse a pior mãe do mundo

Porque eu soltei uma fala a mais na última conversa

Deves ser mesmo um lixo, tal como tu me vês 

Eu reconheço e peço desculpa

Mas tu, meu,

Não há desculpas para o teu nível

De desconsciência,

Desleixo

Negligência

Seu monte de

Merda




És só mais um

Que está sempre dopado,

Coitado!!!!!

Contar os dias

Estou a contar os dias

Para te ligar

E te contar

Que o teu filho terá uma

presença masculina

recorrente

Diária

Saudável 

E Nutritiva

na vida dele.


Que terá uma irmã.


Que reergui do lodo

E vida voltou a ser Bela.

Porque nunca desisti dos meus sonhos


E relembrar-te 

Que é uma pena que não foste homem suficiente para crescer, co-criar e elevar.

Porque queria ter feito este caminho contigo

Comuniquei-te, chamei-te, acreditei, esperei-te, nunca colocaste uma palavra nem uma ação na mesa.


A vida seguiu o seu curso.

E não foi a tapar buracos.






Choro

Por alguém que me deixei fazer tanto mau.

Gasto energia por alguém que não merece.

Nojo de mim.

Raiva de mim.

Só quero que essa merda tenha um fim!!!!

Oh man....

Eu sei que eu deveria evitar julgar.
Mas..........



Mesmo depois desta treta toda, desta violência toda, eu continuo a desejar-te o melhor... (Mesmo que não acredites)

Jz. Mas eu entendo. Tapar buracos é simplesmente mais fácil. Ainda por cima em território conhecido. 

Well, sou só eu a tentar desviar do pensamento de tentar perceber o que é pior...
Alguém melhor ou pior.
Se é que isso existe. 

Entendes o porque da conversa?

Sentença

De um só episódio foram muitas lições.


Despi camadas do ego. Esmiucei a ética e encontrei a humanidade.

Despi a capa que impediu-me sentir ciúmes durante uma vida. Ah! Cheguei lá. Vi a cara e a cara escondida da puta. Espumei-me. Ri-me.

Encontrei o meu maior monstro. O meu grande e talvez maior Medo. Acolhi-o, acalmei-o. Que viagem!

Encontrei uma ferida geracional. Fodasse. Senti uma dor que não era minha e libertei-me

Encontrei os meus limites. Violados, violentados, mais uma vez. E coloquei um parágrafo novo sobre como quero me relacionar com o teu caráter escasso.

Encontrei a grande ferida da minha voz. Que saiu aberta escancarada, em carne viva. Ainda precisa de cuidados e da pessoa certa para cuidar. Falar a minha verdade, defender o que acredito há de encontrar um espaço de amor para se expressar.

Encontrei outra grande ferida do uso da voz. Também em recobro. Não há mãos para explorar.


Se a vida te traz pessoas sem caráter com situações podres, ainda há possibilidade de fazer algo com com isso. 

Sou grande e produtiva.

A minha terapeuta também.

Viva as emoções nuas e tão mas tão cruas que emergiram do lodo da forma mais feia e cavernosa de sempre. É caminho.


1984

Os sinais estavam lá.

Naquela confusão.

Underwater

Para quantas mais?


Me pergunto...

Não tens outra fórmula???

Devia não querer saber a resposta,
Mas quero.

E mesmo que saiba
Não confiaria

Nada que sai da tua boca podre
Comprada
Dá para confiar
Tudo que sai da tua boca
Tem fumo preto
Podre

És sujo
Nojento

Devia ter aconselhado a cor
castanha de merda
Para o teu novo feito
Seria mais coerente
Com a tua cor

Miserável

Me pergunto
Porque raio me envolvi
nesta merda deste processo
A cada merda de música

Me sujeitando
Outra vez
A me sentir uma merda

Porque eu devo ter sido só mais uma
Que tentaste afogar
Na tua piscina rasa.

Preparada para o pior

Sabe aquele outro caso grave

De Burro?


Pois é.

Quem diria...

Que levaria algo de positivo.


Sabes o que é?

Se estás a ler

é porque queres.


Então cá vai.


Era um homem,

nos seus 39 anos.

Músico, compositor, multi-instrumentista

Master numa arte onde passava vários meses do ano fora a trabalhar e, bem, de onde tirava maior parte do seu rendimento.

Era pai de uma filha de 6 anos.

Soa-te familiar?


Ainda não?


Não tinha casa

Vivia na miséria 

Numa cave, 

Numa casa partilhada

Onde tinha um quarto deplorável

A porta da casa era arrombada, tonha um grande buraco no vidro.


Pois ééé........ 


(Mas tinha carta de condução e carro, vá lá)


Via a filha 2 ou 3 vezes por ano.

Um fim de semana aqui, outro acolá.

Mais 15 diazitos nas férias de verão.


Eu desfrutei de umas infelizes férias com este homem e seus dois filhos. Sim, tinha também um nos seus 18 prai.

Fomos a um festival de verão que apaguei o nome e o local da memória.

Dormíamos eu, o homem e a filha na carrinha.


A melhor parte do festival.

Do nada. 

Oi?

Como?

O homem surge mamado em LSD.

Eu a cuidar da filha.


É.

Podiam ser cogumelos.


(Ainda bem que foram apreendidos.

Porque ele jamais entenderia.

No seu nível de consciência empática.

A responsabilidade.

A sensibilidade.


(Fico feliz que vá ter a experiência

Com alguém que lhe possa dar tal dinâmica orgânica para a coisa.

Eu não poderia. Jamais. Não da forma como ele imaginava. Os dois? Num dia fodido como aquele? Sem preparo? Com um filho sob nossa responsabilidade? Deuses. Se algum pseudo-leitor não acha isso insano, mostra-me, por favor, a tua visão.

Eu cá fico-me pelas dinâmicas que envolvam diálogo e direção conjunta. 

Haverá algo mais inteligentemente orgânico sexy e expansivo que um bom nível de diálogo e decisões conjuntas? 

Gostava que assim fosse. Mas não havendo consciência, perdeu-se o que era doce.)


É.

Depois dessa,

matei o burro.

E nunca mais o vi.

Eis que vejo-o

8 anos depois.

Como exemplo do que me aguarda a mim e ao meu filho.


E eu achando que meu filho ser apresentado

A uma uma gaja estúpida qualquer

Era o pior.


Ah!

Vida!

Sempre a surpreender.


Haja força.

Para criar filhos para o mundo.

Há que estar

Preparada para o pior.


Afinal, 

Do fumo sempre presente,

Da ausência,

Passamos para a mentira,

Saltamos para negligência.

O que virá a seguir?


Há que estar

Preparada para o pior.

Um dia conto

Um dia conto

O bem que fizeste.

Sim

Também fizeste bem,

À tua maneira


Um dia conto

As lições que tirei

Das grandes merdas que fizeste

Davam um bonito livro

As lições, claro.


Porque as tuas merdas

Podem morrer neste

Blog pseudo-anónimo


Que as outras batam

A cabeça no lodo

Como eu bati

Se não,

Não teria graça

Não achas?

Ao menos isso

Pelas minhas contas.

Este vómito abrupto,

Diz-me que

O próximo

Está próximo


Ao menos

Padrões

São

Previsíveis 


Miséria

Gostos não se discutem.

Diabo

Manipulador de merda

Sim, violência psicológica


Não consegues ter uma mulher grande ao teu lado

Precisas a manter pequena

Só assim sentes que a terás por perto


Torna-a pequena, pouco a pouco

Com a tua inconsciência?


A cada música que ela coloca, um deboche. Violência.

Cada trabalho bom onde ela se autossupera, encontras e comentas uma mulher diferente, mais má! Violência.

A cada brio em colocar a mesa, chamas pela palavra que ela sempre diz odiar, "dondoca". Violência.

Atrás das desculpas, fazes ela de chofer, para estar ao teu serviço, onde quiseres. Manipulação.

Atrás da infantilidade e masculinidade rasa, faz ela exausta a cuidar da casa que ela arranjou e se mexeu para fazer acontecer e pagar a entrada, a cuidar do filho e a construir o seu trabalho, enquanto se sente rebaixada a receber ajuda de familiares e do estado. Violência.

Não faz tempo de casal, fingindo que não enxerga a diferença brutal entre o individual, o casal e a família. Faz com que definhe, manipula-a para achas que perdeu toda a sua feminidade, porque não é mais "orgânica".... Violência para a manter debaixo do seu nariz.

Manipula, foge, larga para ela se enterrar em responsabilidades. Violência.

A cada passo para melhor gestão das finanças, novos deboches sobre controle e direção das mesmas! Violência.

A cada ponto de situação das finanças, um desdém e insinuação de que é mentira a parte dela. Violência.

A cada tentativa dela de se autocuidar, um deboche. Violência.

A cada choro e sentimento "não te adianta de nada ficar assim", invalidando emoções. Fodasse!!!!!! Violência inconsciente!!!!

A cada tentativa de nutrir o casal. Para um casal grande ele não tem pulso! Negligência.

Todos os compromissos que falhou que fez comigo e com o teu filho quando nunca falhou com seu trabalho. Violência inconsciente. Nojo.

Fazê-la acreditar que viver no meio dos ratos e de gente podre é a melhor solução. Puta violência miserável!!!!!!!!!!!!!!

Dizer que tinhas direito a parte do meu abono de gravidez! Jesusssssssssss Maria Madalenaaaaaaa VIOLÊNCIA!!!!

Insinuar a que sou louca a cada reação emocional. Violência!!!!!!!!

Me deixar sozinha em meio a ataques de pânico. Violência!!!!!

Me deixar sozinha em meio a uma vontade brutal de me magoar. Violência!!!!

Ameaçar inúmeras vezes usar o momento mais vulnerável que te contei que tive contra mim. Triste Triste Violência! Baixo. Sem caráter. Imoral. Podre.

Chamar-me Lixo, abusiva, chopista, abusadora, quanto trazia uma ideia da qual não gostas para a mesa. Violência!!!

Ficar nervoso e se exaltar quando identificava e mencionava sentir que não me apoiavas. Violência. 

Não respeitar o meu espaço de trabalho em casa. E acusar-me constantemente de louca por o requerer. Violência.

Fato comprovado. Achares que se eu não tivesse sob a tua manipulação, eu comeria Merda. Violência nas atitudes que o mostravam. E na fala.


Tinhas razão quando dizias que eu deveria me amar mais.

Só eu não sabia ainda que era apenas longe deste ambiente é que poderia aprender a fazê-lo.

E como foi difícil.

Tão mas tão mas tão pequena estava.

Que nem a saída alcançava.


Mas

Onde há vontade

Há um caminho


O estrago foi grande.

Mas saí.

Ámen.



1000x

Desprograma, libera e atualiza


Condução

Jamais.

Jamais.

Jamais


Se juntem com alguém que não tenha

Carta de Condução.


Não se iludam.

Não queiram ser Chofers 

Ninguém merece isso.

Não é saudável para nenhum relacionamento.


Jamais

Jamais

Jamais


Se juntem com alguém

Que diz ir tirar a carta de condução

Jamais!

O que importam são as atitudes 

E não as palavras.


Jamais

Jamais

Jamais


Se juntem com alguém

Que não conduz a própria vida

É muito

muito

muito

desgastante

Estar com alguém assim


Alguém que não tem direção

Nem quer ter

Alguém que não põe ideias na mesa

E para onde quer que o leves,

Estará bom


É pesado.

É triste.

É chato.

É humilhante. 


Eu esperei.

Eu acreditei.

Eu me iludi.

Eu me fodi. 


Jamais

Jamais

Jamais!

Foi-se o dia...

O dia onde eras capaz de entender

ou querer entender.


Mas a inércia de andar à boleia

é grande demais

Tapa-te à vista


Continuas a chupar 

a conta de netflix


E a achar

que isso é apenas uma 

questão de netflix.


Que isso é apenas

Mesquinhez

Vingativa

Coisa de má pessoa


Lições grandes...

Aprender a não se deixar levar 

por tanta burridade


Porque é fácil dizer que

o outro é assim

porque vê isso


Difícil é ver-se a si próprio

nestes moldes.


Um dia,

dou-te uns óculos como prenda.

Neste dia, espero que já estejas debaixo da terra

Espera.

Já estás lá.

Já morreste para mim. 

Tal como todos os outros burros

que passaram pela minha vida.


A diferença é que manténs uma função

Por um fio,

mas, é o que é.


Respirar fundo

E seguir em frente. 

Que depois deste,

ah!

Depois deste, não.

Não hão de vir mais

Burros quadrados.


Estou aqui para romper 

a merda dos padrões.

Fodasse.


Nesta altura

 Tocaste-me onde

jamais

Alguém havia tocado.


Abriste uma frecha

Atravessaste-me com um feixe de luz.


Uma grande Pena

Tão grande desilusão 

Seres apenas o Porteiro.

Vida complicada

Há uma grande diferença entre uma vida complicada

E uma vida cheia de desafios
Que se autossupera a cada dia
E não desiste.

Poucos conseguem
Enxergar a diferença

Menos conseguem
Ter empatia por um ou outro

Talvez estes
Tenham a vida tão emaranhada
Que não conseguem ver para além do nó

Haja diplomacia.

Desculpem, esta é a maior dor

A dor de abraçar

uma linha que nunca existiu

Mas que é Real.


A maior dor

Foi não querer,

Foi não me identificar,

E, ainda sim, sentir.


Apego.

Ao que ainda não me dava.


Ver.

Libertação.


Bye, bye

Em tom de irritação 


A culpa

É do motorista do autocarro!


A culpa tem que ser sempre de alguém.

Menos de quem...


89kg.

 Chamar alguém à responsabil - idade é denso.

É pesado.

E nem sequer é papel de

Nenhum alguém.


Despreparo

Como é possível um "adulto" insistir em saber o estado de uma criança através dela mesma?


Como é possível achar essa informação sequer fiável? 

Como é possível um "adulto" não se preocupar se quem cuida da criança está bem?

Em que mundo esse "adulto" vive?

Ah, sim.

No mundo onde ninguém do seu mundo tem esse tipo de vivências.

É.

Podia ser desleixo, despreocupação, despreparo.

Mas não vale a pena julgar.

Aprender sozinho, num ecossistema longe dessa realidade...

O que podia se esperar?

Deixa que insista nos seus modos. São os que sabe.

Não cabe a mim ensinar, nem mostrar.

Apenas viver a minha realidade sem comentar.

Se não, quem sai ferida sou eu.
E tenho um criança para cuidar.

370 léguas

 De distância 

Onde há vontade, há um caminho

Passava os olhos pela prateleira do supermercado,

Algo chamou-me a atenção. 

Agarrei o pensamento. 

Enviar luz!

Desejar o bem. 


Nem vi o preço, 

Não hesitei. 


Ponderei. 


Devo enviar luz primeiro a mim. 


Acendi intencionando

Um espaço seguro e profundo


Continuei agarrada à ideia. 


Optei por uma luz mais banal. 

Tão banal quanto um chocolate de morango

Tão desconhecedor do dissabor que é receber um chocolate... de morango!


Continuei agarrada à ideia. 

Redigi uma carta na máquina de escrever.

Rabisquei à lápis todas as edições.


Depois, escrevi à mão...


Escrevi com a caneta que a minha mãe me deu,

mas que ainda pensas que foi de ti quem recebi.


Abençoei a vela,

Nutri-a com óleo de laranja doce. 

Desenhei o infinito na sua base. 


Embrulhei o melhor que pude, 

Em papel vermelho-vida

alegrado com mandalas. 


Demorei hora e meia a pensar. 

Entregar ou não entregar?


Porque entregar?

Qual é meu real objetivo?

Sinal de boa fé?

Ser vista?

Criar conexão?

Ser simplesmente Eu?


Seja qual for a intenção.


Olhei para trás. 

Tanto dei. 

Tanto dei.

Tanto dei.

Tanto dei.

Tão valorizadas foram,

que continuo a ser eu

a carregar as prendas que te dei.


Decidi entregar ao mar.

Ele saberia o que fazer.

Mas, afinal, não era lá que devia ficar.


Era para transmutar.

Entreguei ao fogo.

E, se a luz chegar.

Tanto me faz

Tanto me fez. 


Não tenho nada a ver com isso. 


A prenda afinal era minha,

Meu próprio processo de alinhar

Consciência e Comportamento.

Atitude e a vontade continuar a matar

Qualquer sinal de conexão

Para além da única função

que ainda tens.


A prenda afinal era minha...

Mais uma vez...

8 billion people willing

It's really easy to have someone(s) to fill a void for you.

There's 8 billion people on the planet

There's always going to be someone who's willing to fill that void for you

Because they will gain something from you in that pursuit


What's really really really hard, is to have someone to add to your life

Is to have someone sit with you in your darkest moments

When you are dealing with all those other relationships with family and friends 

And when you are dealing with all thesepeople who disrespect you

And you are trying to heal from all of that 

And that person looks at you and says

"We're going to get through this. 

You don't deserve to be treated that way"


Metta Bhavana

Que ____ seja feliz.

Que ____ não sofra.

Que ____ encontre as verdadeiras causas da felicidade.

Que ____ supere as causas do sofrimento.

Que ____ supere toda ignorância, carma negativo e negatividades.

Que ____ tenha lucidez.

Que ____ tenha a capacidade de trazer benefício aos seres.

 Que ____ encontre nisso a minha/sua felicidade

Paz

 Eu vejo-te.

Eu sinto muito. Em algum momento nós nos perdemos. 

O amor prevalece unindo o que foi separado. Fazes parte da minha história e isso é muito importante.

Terás sempre um lugar no meu coração. Desejo também ter um lugar no teu.

Meu processo evolutivo é diferente do teu, e isso não diminui a tua importância na minha vida. 

Eu sigo o meu destino e tu segues o teu. Eu respeito as tuas escolhas. 

Eu sou livre, tu também. O amor flui em nossas vidas. 

Nosso relacionamento foi um sucesso. Nosso filho é o sucesso da nossa relação.

Nós somos os pais certos para ele. Nossa relação que foi de casal, não interfere na nossa relação como pais.

Toda vez que olhar para o nosso filho, ver-te-ei, e permito que o amor entre vocês flua.

Devemos ter esperança que os outros mudem?

 Deram-te algum sinal, em preferência em forma de ação, de que QUERIAM mudar?

Se não, essa esperança é apenas uma ilusão que te alimenta, mas ao mesmo tempo te desgasta e atrasa a tua vida. Não faças isso contigo. 


. Tânia Graça 

Lembras-te?

Lembras-te daquele dia?

Daquele dia tão difícil para ti...


Aquele dia

em que voltaste para casa

e tudo dissipou-se.


Invejo-te.

Quero sentir isso um dia. 


Nada mais importa.


Wait a little longer!

 😂

Poço

A consciência tem um cheiro inconfundível
Como cebolas cruas e hálito matinal
Mas uma mentira
Cheira ainda pior quando é dita por alguém quem não está acostumado a mentir
É como ovos podres e fezes de cavalo

-FU

Masculinidade Rasa

Mergulhei de cabeça

Tinha profundidade do tornozelo

Two roads diverged in a yellow wood,

And sorry I could not travel both

And be one traveler, long I stood

And looked down one as far as I could

To where it bent in the undergrowth;


Then took the other, as just as fair,

And having perhaps the better claim,

Because it was grassy and wanted wear;

Though as for that the passing there

Had worn them really about the same,


And both that morning equally lay

In leaves no step had trodden black.

Oh, I kept the first for another day!

Yet knowing how way leads on to way,

I doubted if I should ever come back.


I shall be telling this with a sigh

Somewhere ages and ages hence:

Two roads diverged in a wood, and I—

I took the one less traveled by,

And that has made all the difference.

O peso denso da mentira

Espremo as últimas lágrimas

Do conto fracassado


Saem, do peso denso da mentira


O caráter fraco quebra-se

Estilhaçam-se partes jamais antes vistas


Rasgam as pontas soltas

Abandonadas no lodo da existência


Seu olhar verde podre

Trespassa a tua boca comprada


Vomito a bilis

E descarrego a última página

De um capítulo que jamais saberemos

Se sequer existiu

Que esvai-se, com o peso denso da mentira

Silence

 Listen to the silence in your heart

Listen to the silence, it's the start


From silence comer sounds

From sounds come words


From words come prayers

From prayers grows peace


In peace love grows

With love we heal


Our ancestors

Our children

And our souls


- Maneesh de Moor - 

Patience

 It’s worth the most when it’s the most difficult to find

So glad we almost made it

 So sad we had to fade it

Wait, I haven't finished yet


I'm starting to write down the wordsThat I've kept in my heartStay, stay with me darlingJust a little longerSo we can work out what this is
'Cause I and you, we are the sameWe are mirrors reflecting the colours and lessonsThat are easy to buryAnd just walk away with the shame
But I should have knownThat before I met you, that I manifest youAnd fall deep in love with your soul
A-HO to the waters that flowThat cleanse our great spiritAnd wash away all that is oldFrom so long ago
You rise, rise like wild flowersYou carry the sunshine and dance in the rainYou make friends into loversAnd run with the wolves far away
What a wonderful playAn endearing endeavourWe never said neverDon't wait on the weather to change
Be brave, never mind what they sayWe spent too long pretendingNow the story is endingA new moon is guiding our way
Sail to Santa FéWe'll plant seeds in the gardenNow the journey is startingLet the wind blow us into our fate
The train ride, the high tideThe roads that are winding and secrets we're findingThe same kind, worlds collideThe magic and thunderThe dance and the wonder
Awake mind, hands bindThis forever journeyHow you come to learn meIt's our time to make a fireA child and the laughterOpen the new chapter with you

S. Garrett

Misteoriosa Atração



Quem ama

Cuida

Há mar, amor?

 Há mar, amor?

O gosto do suor
e da lágrima que antes mesmo de ser derramada
enche de mar a boca
Parece que toda água do corpo é salgada

- Nem toda! A saliva, por exemplo, é doce!

Talvez haja uma sabedoria divina regendo os sabores da pele...

Fossem os beijos salgados, seria estéril o amor?
Mas Afrodite, deusa do amor, nasceu do mar.
É possível que exista uma relação entre amor e sal

Algo que ainda não compreendo
mas percebo que toda vez que o gosto salgado da pele amada
invade o território da língua

Certo gosto de sal, às vezes, parece doce

E agora pergunto: há mar, amor?


Jennifer Perroni


A boca da miséria

Entupida de medos

Colada nas crenças estúpidas da dualidade

Ela cava a sua própria intenção

Se enchendo de dias passados

ao vento

ao sol

e à chuva

E de infinitas possibilidades

da criação de algo maior do que ela mesma.


Se ao menos tivesse

Coragem.


Tragava o coração

e vomitava flores.

As nossas mãos enrrugadas entrelaçadas

Miragem?

Outra vida?

Imaginação?


Caminhos

paralelos

que

se

perdem

no

vazio

.

.

.

Estéril

Tanto esforço em vão
toda e qualquer tentativa em vão
não há ação

nem direção
não há provocação
que ative
uma não intenção

já cavaste o chão profundo
já deste cabo das ferramentas
já sufocaste no buraco apertado da miséria

Esse minério não compensa as despesas de exploração

Estou a mudar de profissão...

Gratidão pelo teu silêncio

Compreendi o teu propósito
Desprendi-me dos nós mentais
Apaziguei o corpo
Desliguei-me das memórias


pontas soltas

Sinto o teu abraço

Vazio

A tua mente
Dispersa

A tua alma quente
O meu corpo pede

Mas não há pontas por onde pegar

Infinito

Eu não sei o que fazer.

Como render

Como agir

Como seguir

A quem servir

O que escolher

Parece um beco sem saída

Com infinitas possibilidades de partida

Caminho

 Escrever livre já não me chega.

Andar livre já não chega.

Que o caminho

E as portas que se abrem

Se encham de luz

Que sejam as portas do coração.

Que se encham de Luz

Para continuares a tua caminhada sem fim.

Pois é no caminho que estamos

É no caminho que continuamos

A ver

A sentir

A ouvir

A saborear

A cheirar


Ficam as amizades

O bom, o Belo e o invulgar.

Encontrei o meu caminho. No caminho.

O caminho do coração.


Continua a escrever

Este é o caminho.