A boca da miséria

Entupida de medos

Colada nas crenças estúpidas da dualidade

Ela cava a sua própria intenção

Se enchendo de dias passados

ao vento

ao sol

e à chuva

E de infinitas possibilidades

da criação de algo maior do que ela mesma.


Se ao menos tivesse

Coragem.


Tragava o coração

e vomitava flores.

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