Espremo as últimas lágrimas
Do conto fracassado
Saem, do peso denso da mentira
O caráter fraco quebra-se
Estilhaçam-se partes jamais antes vistas
Rasgam as pontas soltas
Abandonadas no lodo da existência
Seu olhar verde podre
Trespassa a tua boca comprada
Vomito a bilis
E descarrego a última página
De um capítulo que jamais saberemos
Se sequer existiu
Que esvai-se, com o peso denso da mentira




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