De um só episódio foram muitas lições.
Despi camadas do ego. Esmiucei a ética e encontrei a humanidade.
Despi a capa que impediu-me sentir ciúmes durante uma vida. Ah! Cheguei lá. Vi a cara e a cara escondida da puta. Espumei-me. Ri-me.
Encontrei o meu maior monstro. O meu grande e talvez maior Medo. Acolhi-o, acalmei-o. Que viagem!
Encontrei uma ferida geracional. Fodasse. Senti uma dor que não era minha e libertei-me
Encontrei os meus limites. Violados, violentados, mais uma vez. E coloquei um parágrafo novo sobre como quero me relacionar com o teu caráter escasso.
Encontrei a grande ferida da minha voz. Que saiu aberta escancarada, em carne viva. Ainda precisa de cuidados e da pessoa certa para cuidar. Falar a minha verdade, defender o que acredito há de encontrar um espaço de amor para se expressar.
Encontrei outra grande ferida do uso da voz. Também em recobro. Não há mãos para explorar.
Se a vida te traz pessoas sem caráter com situações podres, ainda há possibilidade de fazer algo com com isso.
Sou grande e produtiva.
A minha terapeuta também.
Viva as emoções nuas e tão mas tão cruas que emergiram do lodo da forma mais feia e cavernosa de sempre. É caminho.




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