Flor de Portugal




Quando o dia virar noite
Zombaremos do açoite
Quando apertar a saudade
Rir-nos-emos da eternidade
Quando ela cantar
Quero lhe dançar
Doce flor
Sorriso leal
Flor de Portugal

Quem dança seus bens alcança
Danças pra mãe natureza
A sua eterna graça
Sua bela delicadeza
Danças a serviço de Rá
Com os pés na terra o rio límpido vem banhar
Vem buscar
Vem buscar alegria
Vem buscar paz
Essa é a nossa função
Refluir o bom e o belo em retribuição
Falas de dança, porque queres dançar
Ao fruto da vida que se renovará
E encontrará
Um outro corpo pra dançar

Mas somos todos filhos da sociedade
A mente paira sobre o imenso mar
Navegando na infinitude
Como se não houvesse nada pra pensar...
Dormentes na noite celeste
Somos todos filhos da guerra
Insolentes no mato agreste
Pois ainda o pássaro-sol
Refugia-se na abóboda celeste

Horizonte já claria
Cândida melodia
Doce suavidade
Que felicidade!
O sol voltou
A flor desabrochou
O beija-flor veio e a levou
Onde eu estou?

(Um sopro de vento
Para os anjos a vida é um instante
Um momento
Sem nome sem tempo
Que nos toca a face
Como o beija-flor
Que vem beijar a flor
Tênue, sem tento
Da cor da ilusão)

Submersos no olho da obscuridão
Quem saberia o que é a claridade
Se não houvesse a escuridão
Quem entenderia São Jorge matando o dragão
A dor dos cães uivando solidão
Institua população
Somos todos filhos da Nação
Da caverna de Platão

A temática desta problemática
Ecoa suavemente
Entre os confins da mente
Joana...
Joana...
Antecipas desconfiadamente
O que os olhos não veêm o coração não sente
Estamos ligados
Instante de sensação
Apelo à memória e à imaginação
Míseros versos
Trabalho dos dedos da mão
Ah! Se pudéssemos...
Sentir com a mente
Pensar com o coração!

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